Dúvidas Frequentes

Dá para respirar durante a queda livre? Não é muita pressão para os ouvidos?

A respiração é normal. A diferença de pressão não causa nenhum problema. Diferente ao se mergulhar em meio líquido, a pressão aumenta muita a cada metro que descemos. No caso do salto estamos na mesma atmosfera e você nem sente alteração, e lembre-se…Quando você sobe a pressão diminui…A altura usual de um salto duplo é de 8 á 12 mil pés, o que equivale à altura da cidade de La Paz na Bolívia, onde se vive normalmente. A altura de um salto Static Line (abertura automática) para um iniciante não passa de 5 mil pés, o que equivale à altura de Campos do Jordão em SP.

E se o vento me levar para longe na hora que estou saltando?

O vento é apenas uma componente no seu deslocamento horizontal. Significa dizer que se o seu velame tem velocidade horizontal de 7 m/s e está voando no mesmo sentido do vento, de por exemplo 5m/s, o mesmo está se deslocando a 12 m/s em relação ao solo. No caso de estar voando no sentido contrário ao vento, ele voará à 2 m/s em relação ao solo. Com isso, podemos nos deslocar em qualquer sentido, mesmo contra o vento. Mas é claro que se houver um vento acima da velocidade do máximo que o velame suporta, este será impedido de “saltar” pois será arrastado pelo vento para trás (em relação ao solo).
Nestes casos, ou seja, com vento forte acima dos padrões, não se realizam saltos, e é por isso que o aluno esta sempre acompanhado de um Instrutor responsável, pois é ele quem avaliará as condições climáticas para fazer um salto com total segurança.

E se eu não quiser saltar na hora H? Alguém vai me empurrar?

Imagine só… É claro que não. Você contrata uma escola para lhe ensinar a saltar por sua própria vontade, não por obrigação.
Muitas pessoas têm curiosidade em saber se é comum a pessoa desistir na hora do salto. Os alunos que realizam o curso para o 1o salto na Skydive Piracicaba, isso não acontece a anos. Com experiência desde 1986 quando formamos nosso primeiro aluno, e ainda saltava-se com paraquedas redondo, um aluno só sobe na aeronave se estiver preparado 100%, e após ter embarcado na aeronave só sairá dele se sentir seguro e totalmente confiante para fazê-lo. E no caso não se sinta preparado, não é vergonha pra ninguém voltar com a aeronave.
Obs.: lembre-se: nossa equipe quer tanto quanto você comemorar ao final de um dia os sucessos de cada salto e brindar por isso.

E se eu errar alguma coisa lá em cima na hora do salto?

Durante o curso teórico você será preparado e condicionado para realizar seu salto com sucesso. No seu primeiro salto sozinho, por exemplo, a sua responsabilidade é bem pequena, já que o paraquedas se abre no sistema semi-automático se der uma pane no seu paraquedas principal seu reserva abre automaticamente através do dispositivo automático e sua navegação é acompanhada por um instrutor de solo via rádio que vai lhe auxiliar até sua chegada no alvo programado. Com certeza, a cada salto, seus instrutores lhe passarão novas responsabilidades, baseando-se em seu desempenho e confiança. E novamente no caso do Salto Duplo, é o Instrutor que toma todas as decisões, você vai apenas fazer um passeio de paraquedas.

E o impacto na hora chegar no chão?

Os equipamentos usados em nossa escola permitem um pouso muito suave, já que existe um freio aerodinâmico que se aplica instante antes de tocar ao solo. Nos primeiros saltos, usamos um rádio transmissor que permite a um instrutor em solo, auxiliar o aluno, indicando a altura correta para uso do freio. Este grande avanço dos atuais equipamentos é o principal fator que torna possível um pouso de uma senhora de 70 anos de idade, com suavidade, e facilidade no manejo até para uma criança.

Tenho medo de altura! Não subo nem em Montanha Russa

É natural ter medo de altura.Bom…Pelo menos para pessoas em condições normais.E é o que se espera de todos os alunos iniciantes desse esporte.O visual da paisagem na altura onde se realiza um salto não causa o mesmo impacto que a imagem de cima de um muro ou telhado, já que nesses casos o referencial (ou seja, o chão!) está próximo e nos assusta.
O medo é uma ferramenta muito útil na fase de formação dos atletas, sendo na verdade um aliado. Esta sensação estimula a concentração e a responsabilidade em cada salto.

Alguém já desmaiou enquanto estava saltando?

Desmaiar durante um salto é muitas vezes mais difícil de acontecer do que enquanto dirigimos um carro por exemplo, porque o nível de adrenalina e outras substâncias de auto-defesa que circulam em nossa corrente sanguínea durante a situação de excitação (por medo, ansiedade ou até euforia) mantém nosso corpo em funcionamento do tipo “à todo vapor”, praticamente descartando a chance de um desmaio. Caso uma pessoa desmaie durante um salto com paraquedas de abertura automática (como no primeiro salto) o mesmo se abrirá. E no caso da ocorrência com um atleta em queda-livre, o fato do mesmo não acionar seu equipamento até uma altura limite dentro das Normas de Segurança, faz com que o disparador automático seja acionado abrindo o paraquedas reserva. Em ambos os casos o atleta terá o pouso amenizado pelo fato de que todos os velames (principais ou reservas) após a abertura permanecem em situação de meio-freio até a liberação do mesmo pelas mãos do atleta. E no caso do Salto Duplo é o Instrutor que faz tudo no salto.
Todos os equipamentos de salto usam um disparador automático do reserva, que aciona o mesmo em caso de se ultrapassar uma altura pré-ajustada em velocidade superior a de uma descida normal com paraquedas aberto, configurando que o atleta está ainda em queda-livre, onde já deveria estar com um dos dois velames inflados.

Como é então que acontece um acidente em um salto?

Acidentes ocorrem no paraquedismo, assim como outros esportes radicais, que não são esportes perigosos e sim esportes de risco, devido às falhas humanas de Imperícia ou Imprudência. Aí é que entram o conhecimento e controle dos responsáveis pelas atividades de salto. Imperícia, para o iniciante, se resolve praticando sempre com prévia preparação pelo Instrutor responsável do Clube escola que estará filiado, e para o atleta que almeja realizar um tipo de salto ainda novo para ele. Imprudência por sua vez se resolve com responsabilidade de cada atleta em seguir os padrões das Normas de Segurança impostas pela CBPq, porque afinal, se acontecessem acidentes em situações “dentro das Normas”, então teria que mudá-las, inclusive para os saltos duplo.

E se o paraquedas não abre?

A primeira pessoa que saltou de paraquedas com certeza também pensou isso, e desde aquela época até os dias de hoje, várias fábricas estudam, aperfeiçoam e testam vários modelos diferentes, pensando não só em segurança, como também em performance. Hoje em dia é fácil chegar-se à conclusão que o nível de segurança é tão alto que uma pane em um de seus paraquedas (lembre-se que são sempre dois) só pode vir a acontecer no caso de uma falha humana, em geral grave, na manutenção ou manuseio do mesmo. Imagine se hoje em dia fosse comum uma falha no equipamento, o Skydivers teriam que usar três ou quatro reservas…Na verdade, uma pane é muitíssimo raro e por isso, apesar de possível, ninguém leva consigo mais de dois pára-quedas em um salto, desde um aluno que faz o Curso, como um Salto Duplo, até um atleta de ponta.

É difícil aprender a saltar? Demora muito?

As novas técnicas de ensinamento, com pessoal especializado, bem como os equipamentos de ultima geração (todos importados) com seus dispositivos de segurança, vídeo e principalmente pela motivação por parte dos alunos, as instruções básicas utilizadas são normalmente realizadas em apenas algumas horas, o que quer dizer que você pode realizar seu Curso e seu primeiro salto em apenas um dia, ou um Salto Duplo em apenas 30 minutos de treinamento. A partir daí, no caso do curso, continua de forma prática sendo que os próprios saltos é que darão habilidades para você subir de nível e categoria no esporte.
Para dar seqüência em seu aprendizado é só agendar novos saltos, e ai, com apenas quinze minutos de treinamento já estará fazendo um novo salto.